Pós-fantasia
Que Pena! Um dia todos nós temos que abandonar a fantasia e seguir em direção ao que é real. Um dia você descobre que a Cinderela nunca existiu, que quem você achava que era o Papai Noel era na verdade o seu pai dentro de uma fantasia vermelha horrorosa (rs), que o coelho não põe ovos, e que a fada do dente NUNCA vai te trazer R$1,00 por dente perdido. Mas todas essas descobertas não são tão ruins quanto o fato de ser obrigada a encarar a realidade como ela é. A palavra ‘realidade’ não soava tão bonita quanto a palavra ‘fantasia’ soava pra mim, e sair do confortável mundo da imaginação e sonho para encarar a o mundo real não era nada atraente.
Quando fui confrontar a realidade pela primeira vez, confesso que estava com medo. Me aproximei devagar, me apresentei com a cabeça baixa e não a olhei nos olhos nem por um segundo (estava assustada demais pra isso).
Então após alguns minutos de silêncio, subitamente me enchi de coragem, e tomei uma decisão: iria olhar para ela e dizer que não a temia, que ela não me amedrontaria, que eu seria forte o suficiente para lidar com ela daquele dia em diante.
Num movimento rápido, ergui a cabeça, e meus olhos penetraram diretamente dentro dos seus.
O que vi ali não era perfeito, como o final dos contos de fadas que gostava tanto, mas também não era ruim. Então compreendi que o que encarava agora não era perfeito, porque era REAL.
Passei a conviver com a realidade todos os dias. Em cada momento da minha vida, lá estava ela, me rodeando, me observando. É claro que após tanta convivência, aprendi também a gostar dela, e a aceitá-la, e aceitar suas imperfeições. Há coisas nela das quais eu gosto muito, e por incrível que pareça, às vezes me sinto segura por tê-la por perto.
OBS: Usei a fantasia para escrever esse texto, mas é segredo. [/a realidade não pode nem desconfiar disso.
Quando fui confrontar a realidade pela primeira vez, confesso que estava com medo. Me aproximei devagar, me apresentei com a cabeça baixa e não a olhei nos olhos nem por um segundo (estava assustada demais pra isso).
Então após alguns minutos de silêncio, subitamente me enchi de coragem, e tomei uma decisão: iria olhar para ela e dizer que não a temia, que ela não me amedrontaria, que eu seria forte o suficiente para lidar com ela daquele dia em diante.
Num movimento rápido, ergui a cabeça, e meus olhos penetraram diretamente dentro dos seus.
O que vi ali não era perfeito, como o final dos contos de fadas que gostava tanto, mas também não era ruim. Então compreendi que o que encarava agora não era perfeito, porque era REAL.
Passei a conviver com a realidade todos os dias. Em cada momento da minha vida, lá estava ela, me rodeando, me observando. É claro que após tanta convivência, aprendi também a gostar dela, e a aceitá-la, e aceitar suas imperfeições. Há coisas nela das quais eu gosto muito, e por incrível que pareça, às vezes me sinto segura por tê-la por perto.
OBS: Usei a fantasia para escrever esse texto, mas é segredo. [/a realidade não pode nem desconfiar disso.